Corte de pensão de filhas de servidores pode gerar economia de R$ 5 bilhões
Publicado em 03/11/2016 , por DIMMI AMORA

O corte de 19,5 mil pensões de filhas de servidores públicos em situação irregular poderá gerar economia estimada de R$ 5 bilhões até 2020 ao governo federal.
É o que aponta o TCU, que determinou ao governo nesta terça-feira (1º) que inicie conferência para que todas essas mulheres comprovem que estão em situação regular e cancelem as que não estiverem.
Até 1990, os servidores públicos federais tinham direito a deixar uma pensão para suas filhas solteiras maiores de 21 anos.
Após uma lei que acabou com essa possibilidade, só se permite que as filhas dos servidores que tinham esse direito recebam a pensão se comprovarem necessidade econômica, além de permanecerem solteiras.
Numa fiscalização iniciada em 2014, o TCU cruzou os dados das mulheres que ainda recebem esse tipo de pensão com bancos de dados da administração.
Encontrou a suspeita de que pelo menos 19,5 mil estavam em situação irregular, seja ocupando cargo público, recebendo salário da iniciativa privada ou outras pensões e aposentadorias, o que descaracterizaria a dependência econômica necessária para o recebimento.
Algumas pensionistas chegam a ter pensão acima de R$ 30 mil além de acumular outras rendas, segundo dados da fiscalização, classificadas como "atos de patrimonialismo" e "privilégios" pelo ministro Walton Alencar.
Foram encontradas ainda 14 casos de mulheres mortas recebendo a pensão.
TETO
O relator do processo no TCU, ministro Raimundo Carreiro, queria manter a aposentadoria das mulheres que recebessem até o teto da previdência social (Regime Geral), cerca de R$ 4,4 mil no ano passado, o que só atingiria 7,4 mil pensionistas.
Segundo ele, a maioria das mulheres já tem mais de 70 anos e que o critério do teto da previdência foi proposto pelos técnicos do próprio TCU.
Mas o ministro Walton Alencar deu parecer pedindo para que todas as pensionistas que com qualquer renda extra tivessem a pensão excluída, o que se enquadra em praticamente todos os casos. Antes da exclusão, elas terão o direito a provar que o pagamento está regular.
"Pensão não é herança", disse o Ministro Alencar, dizendo que a pensão deve estar dentro da lei e que o teto da previdência não pode ser usado como parâmetro para dependência econômica já que só 5% da população se enquadraria.
Walton Alencar foi seguido pela maioria dos outros ministros. Os órgãos da administração federal terão agora um prazo de 60 dias para informar às pensionistas sobre a suspeita de irregularidade e iniciar um processo para retirar a pensão em caso de irregularidade.
Fonte: Folha Online - 01/11/2016
Notícias relacionadas
- 7 de Setembro: quem pode ter o feriado compensado?
- CPMI do INSS vai convidar ex-ministros da Previdência e convocar 10 ex-presidentes do INSS
- Haverá compensação em projeto sobre isenção do IR, diz ministro da Fazenda
- INSS: governo assina acordo para coibir descontos indevidos
- Governo de SP afasta seis servidores em desdobramento da Operação Ícaro
- CPMI do INSS começará trabalhos nesta terça-feira
- Consignado CLT: veja os novos prazos para portabilidade, início da garantia do FGTS e informações sobre a migração de contratos
- Governo de SP exonera auditor fiscal acusado de liderar esquema bilionário de ICMS
- Crefisa tem contrato suspenso pelo INSS por irregularidades
- Ao menos R$ 387 bi podem ficar fora da meta com plano de contingência contra tarifaço
Notícias
- 27/08/2025 CPMI do INSS vai convidar ex-ministros da Previdência e convocar 10 ex-presidentes do INSS
- Taxa média de juros fica em 31,4% ao ano em julho, diz BC
- Brasil registra déficit de US$ 7,1 bilhões nas contas externas em julho
- Confiança do Comércio cai 3,1% em agosto após quatro meses de altas, revela CNC
- Haverá compensação em projeto sobre isenção do IR, diz ministro da Fazenda
- INSS: governo assina acordo para coibir descontos indevidos
Perguntas e Respostas
- Quanto tempo o nome fica cadastrado no SPC, SERASA e SCPC?
- A consulta ao SPC, SERASA ou SCPC é gratuita?
- Saiba quais os bens não podem ser penhorados para pagar dívidas
- Após quantos dias de atraso o credor pode inserir o nome do consumidor no SPC ou SERASA?
- Protesto de dívida prescrita é ilegal e dá direito a indenização por danos morais
- Como consultar SPC, SERASA ou SCPC?
- ACORDO - Em caso de acordo, após o pagamento da primeira parcela o credor é obrigado a tirar o nome do devedor dos cadastros de SPC e SERASA ou pode mantê-lo cadastrado até o pagamento da última parcela?
- CHEQUE – Não encontro à pessoa para qual passei um cheque que voltou por falta de fundos. O que posso fazer para pagar este cheque e regularizar minha situação?
- Problemas com dívidas? Dicas para você não entrar em desespero
- PROTESTO - Qual o prazo para o protesto de um cheque, nota promissória ou duplicata? O protesto renova o prazo de prescrição ou de inscrição no SPC e SERASA?
- Cartão de Crédito: Procedimentos em caso de perda, roubo ou clonagem
- O que o consumidor pode fazer quando seu nome continua incluído na SERASA ou no SPC após o pagamento de uma dívida ou depois de 5 anos?
- Posso ser preso por dívidas ?
- SPC e SERASA, como saber se seu nome está inscrito?
- Acordo – Paga a primeira parcela nome deve ser excluído dos cadastros negativos (SPC, SERASA, etc)