Inflação desacelera em junho, mas acumula alta de 5,35% em 12 meses e ultrapassa teto da meta
Publicado em 10/07/2025
Com este cenário, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, deverá publicar uma carta aberta ao ministro da Fazenda explicando as razões do descumprimento da meta e as medidas previstas para conter a alta dos preços
A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou o mês de junho com alta de 0,24%, levemente abaixo do resultado de maio (0,26%). No acumulado do ano, a inflação está em 2,99% e, nos últimos 12 meses, atinge 5,35%, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com isso, o IPCA permanece acima do teto da meta de inflação estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (entre 1,5% e 4,5%). Pela nova regra da meta contínua, vigente desde janeiro, considera-se descumprimento quando a inflação oficial permanece fora desse intervalo por seis meses consecutivos — o que ocorreu entre janeiro e junho.
Diante desse cenário, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, deverá publicar uma nova carta aberta ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicando as razões do descumprimento da meta e as medidas previstas para conter a alta dos preços. O maior impacto individual na inflação de junho veio da energia elétrica residencial, com alta de 2,96% no mês e contribuição de 0,12 ponto percentual para o índice. O aumento se deve à implementação da bandeira tarifária vermelha patamar 1, que acrescenta R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos, além de reajustes em algumas regiões.
No acumulado do semestre, a energia elétrica teve alta de 6,93%, sendo também o principal item de impacto positivo no período, segundo o gerente da pesquisa do IBGE, Fernando Gonçalves. Ele explica que, ao longo de 2025, o setor enfrentou variações frequentes, com queda em janeiro por causa do bônus de Itaipu, reversão em fevereiro, bandeira verde nos meses seguintes e, mais recentemente, bandeiras amarela e vermelha.
O grupo Alimentação e Bebidas registrou queda de 0,18% em junho — o primeiro recuo em nove meses — e contribuiu com -0,04 ponto percentual no IPCA do mês. A retração foi puxada pela alimentação no domicílio, com destaque para a redução nos preços do ovo de galinha, arroz e frutas. Apesar da queda em junho, o grupo ainda acumula a maior alta percentual no IPCA dos últimos 12 meses, sendo um dos principais responsáveis pelo resultado inflacionário no período.
Fonte: Jovem Pan - 10/07/2025
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